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Robinson Crusoe – Daniel Defoe (Resumo, Análise e Revisão)

Robinson Crusoe do escritor Daniel Defoe é talvez uma das obras que mais me cativou, no que diz respeito ao seu enredo, ao manter o leitor atento. Cada página é empolgante, não sabemos qual empresa Robinson começou.

Hoje farei um resumo completo do livro, análise, crítica e personagens principais deste grande livro.

Em linhas gerais, esta obra conta a vida de Robinson Crusoe, um jovem amante da aventura, que, devido a problemas e infortúnios, acaba sozinho em uma ilha porque seu barco naufragou. As histórias mais interessantes começam quando Robinson está na ilha, sozinho e à beira da loucura.

Principais personagens

  • Robinson Crusoe: Ele é o protagonista e narrador do romance. Ele começa a história como um jovem de classe média de York que quer ser marinheiro contra a vontade do pai, que prefere se dedicar à lei. Sua rebelião contra o pai o leva a embarcar em uma expedição, a primeira das muitas aventuras que o aguardam. Algo característico e importante é o seu espírito aventureiro, pois apesar das desventuras nas viagens, quer sempre embarcar numa nova jornada.
  • Sexta-feira: É um menino, nativo do Caribe, que Robinson Crusoe salva de ser comido por outros canibais. Em seguida, ele o toma como servo e lhe atribui um novo nome, sexta-feira, para o dia da semana em que o salva (o anterior não é mencionado). Também ensina inglês e noções de cristianismo. Sexta-feira nunca parece se ressentir de seu estado de servidão e parece considerá-lo justo como pagamento pela salvação de sua vida.
  • O Capitão Português: É o capitão do navio que resgata Robinson Crusoe e Xury depois de fugirem dos seus captores turcos que os tinham transformado em escravos. Ele leva o protagonista ao Brasil e o ajuda a se estabelecer como fazendeiro. Após seu retorno da ilha, ele garantiu que seu negócio funcionasse bem, 28 anos depois. Apesar de sua importância na vida de Crusoé, seu nome não é mencionado no romance.
  • Xury: Ele é um menino escravo que aparece brevemente durante o período de Robinson Crusoe em Salee, como um escravo também. Quando Crusoé foge da escravidão, leva Xury consigo, mostrando-lhe alguma confiança, que o menino não trai. No entanto, mantendo o comportamento escravista típico da época e que Robinson Crusoé representava, ele o vende como escravo ao capitão do navio que os resgata.
  • Dom Pedro: Ele é um dos prisioneiros masculinos dos canibais, que é resgatado por Crusoé e Sexta-feira de ser morto e comido. Ele permanece na ilha após a partida de Robinson Crusoe e a transforma em uma próspera colônia.

Pequeno resumo

Robinson Crusoe, rico filho de mercadores, burguês que seu pai pretende transformar em advogado.

Fuja de seu destino predeterminado embarcando em inúmeras aventuras comerciais que o levam ao redor do mundo em viagens cheias de perigos e emoções.

O fracasso da última viagem que empreende (seu navio afunda no Orinoco causando a morte de toda a tripulação) provoca uma mudança radical em sua vida.

O homem civilizado fica repentinamente sozinho, sem recursos, diante de uma natureza adversa que deve começar a saber se quiser sobreviver.

Vinte e oito anos de solidão constituirão o preço do duro aprendizado de Robinson Crusoe, cuja única companhia será a presença intermitente de “Sexta-Feira”, sua fiel companheira, que ele resgata da voracidade de sua própria tribo que praticava o canibalismo. A presença de canibais na ilha se revelará quando a história já estiver avançada.

A “sexta-feira” vem mitigar um pouco a desolação de um homem que já havia assumido o seu destino solitário e aprendido o valor de cada elemento primitivo que a natureza generosamente lhe ofereceu.

Robinson Crusoe começa a contar o tempo que passou fazendo linhas na parede e em sua solidão começa a relatar as atividades que faz todos os dias.

O romance está dividido em duas partes:

O primeiro, intitulado “Juventude de Robinson Crusoe”, consiste em cinco capítulos dedicados a colocar o personagem em situação de risco.

Conta-nos sobre a sua família, sobre as suas primeiras aventuras no mar, sobre alguns episódios que antecederam o naufrágio que o encerrou na ilha deserta onde está prestes a se encontrar.

O capítulo final dessa parte inicial é justamente a narração detalhada do naufrágio do navio em que Crusoé se dirigia para a Guiné (África), tendo zarpado da costa brasileira, com o propósito de fazer o tráfico de escravos.

A segunda parte do livro intitulada “A Ilha” é um relato detalhado do que Crusoé enfrentou quando se viu completamente sozinho no meio de um território desconhecido e sem os elementos necessários para combater as adversidades.

Depois da confusão inicial do comerciante e do burguês, segue-se o aprendizado, o desenvolvimento de um senso prático que garante sua sobrevivência e que revela aspectos de seu espírito que ele mesmo não conhecia até então.

Resumo completo

Robinson Crusoe é um menino inglês de 18 anos que viveu na cidade de York durante o século XVII. Ele é o filho mais novo de um comerciante de origem alemã, que deseja que seu filho estude direito e leve uma vida tranquila e modesta, contra a vontade do próprio Robinson Crusoe, que deseja ser marinheiro.

Crusoe obedece aos desejos de seu pai no início, mas eventualmente cai em tentação e embarca com um amigo em um navio para Londres. No entanto, uma tempestade quase os matou, dissuadindo o amigo de embarcar novamente.

Robinson Crusoe, no entanto, está determinado a ser um marinheiro mercante e se junta a outra expedição rumo à Guiné, que acaba sendo um sucesso. Com o dinheiro arrecadado, ele planeja uma segunda viagem, mas não tem a mesma sorte da anterior e sofrem um ataque de piratas de piratas turcos, que o prendem e o vendem como escravo na cidade africana de Salee.

Durante uma expedição de pesca, Robinson crusoé e outro menino, Xury, também escravo, conseguem escapar e são pegos por um capitão português, que compra o jovem como escravo, e leva Robinson para o Brasil, onde ele se estabelece como próspero comerciante e proprietário de uma plantação.

Empolgado com os benefícios do comércio de [[escravos | / escravidão_2]], Crusoe embarca em uma expedição escravista à África Ocidental, mas o navio naufragou na costa de Trinidad. Crusoe chega à costa de uma ilha e logo percebe que é o único sobrevivente.

Ele busca abrigo e comida e retorna aos destroços do navio e consegue salvar, entre outras coisas, alimentos, armas e pólvora. Constrói-se um abrigo que encherá de móveis rudimentares e ergue uma cruz onde inscreve a data da sua chegada, 1 de setembro de 1659. A partir daí fará uma marca na madeira a cada dia que passar para não perder controle do tempo. Também faz um diário, onde registra seus esforços diários, como tenta fazer velas, sua sorte em descobrir um grão de trigo em germinação, como começa a construir um armazém …

Em junho de 1660, ele adoece e, com febre, tem alucinações nas quais um anjo o visita, avisando-o de que deve se arrepender de seus pecados. Logo depois, ele experimenta uma revelação religiosa e decide que Deus o estava punindo por seus pecados anteriores. Depois de se recuperar, Crusoé investiga o terreno e encontra um vale agradável onde crescem uvas, o que o deixa mais otimista quanto à sua permanência na ilha. Ele começa a treinar um papagaio para falar e leva uma cabra como animal de estimação. Aprenda a tecer cestos e a fazer pão e cerâmica. Pouco depois, ele corta um enorme carvalho e constrói uma canoa com a qual navega ao redor da ilha. Mas ele é afetado por correntes e está feliz por ter sobrevivido mais uma vez, após o que ele passa vários anos em paz na ilha. Pare de registrar no diário porque você ficou sem tinta.

Em seu sexto ano na ilha, sua surpresa é enorme ao descobrir várias pegadas de homem na areia. Muito assustado com a descoberta, Robinson Crusoe teme que a pegada pertença a canibais e decide preparar-se para se defender deles. Suas suspeitas são confirmadas quando ele encontra restos humanos do que parece ter sido um banquete canibal na praia.

Um dia trinta canibais aparecem na praia, com dois prisioneiros, prontos para matá-los e comê-los. Quando um deles é morto, o outro consegue escapar em direção a Robinson Crusoe, que decide ajudá-lo. Ferir um de seus perseguidores e matar o outro. Apesar da superioridade numérica dos canibais, Crusoé os faz fugir com sua arma, e toma como servo o homem que salvou, que lhe mostra total submissão em agradecimento por sua salvação da morte. Robinson Crusoe liga para ele na sexta-feira, para o dia em que foi salvo.

Robinson Crusoe ensina sexta-feira a falar inglês e alguns conceitos básicos sobre o cristianismo. Por outro lado, sexta-feira explica que os canibais estão divididos em várias nações, e que comem apenas seus inimigos. Ele também explica que os canibais que encontraram estão segurando um bom número de espanhóis, então eles decidem construir um navio para resgatá-los na terra dos canibais.

Mas antes que tenham tempo de partir, vinte canibais com três prisioneiros aparecem na praia, um deles com roupas europeias. Friday e Crusoe matam a maioria dos canibais e libertam os prisioneiros, um dos quais é um espanhol chamado Don Pedro, e o outro acaba por ser o pai de Friday, que está muito feliz por vê-lo e por tê-lo salvado. Eles celebram a libertação com um jantar e depois Crusoé decide enviar o pai de Sexta-Feira e Dom Pedro para investigar os terrenos circundantes para procurar o resto dos prisioneiros. Oito dias depois de terem partido, aparece um navio inglês. Friday e Crusoe assistem com desconfiança enquanto onze homens carregam três prisioneiros para a praia. Nove dos homens vão explorar a ilha, momento que Friday e Crusoé aproveitam para libertar os prisioneiros, um dos quais acaba sendo o capitão do navio que sofreu um motim nas mãos de Will Atkins, um dos os marinheiros. Aproveitando seu conhecimento da ilha, Robinson Crusoe e Friday emboscam os amotinados e os derrotam, deixando-os com a escolha entre retornar à Inglaterra e ser enforcado ou permanecer na ilha. Estes aceitam a última opção.

Finalmente, el 19 de Diciembre de 1686, Crusoe se sube a l barco que le llevará de nuevo a Inglaterra. Había estado en la isla veintiocho años, dos meses y diecinueve días.

En el epílogo Robinson Crusoe descubre que sus padres habían muerto, pero que le quedaba una hermana y sus sobrinos. Luego vuelve a Lisboa a ver al capitán portugués que le informa de que sus plantaciones en Brasil son muy prósperas y que se ha hecho rico con ellas. Tras algunos viajes, se casa y tiene tres hijos. Años después, tras la muerte de su mujer, en 1694 decide viajar de nuevo a su isla. Allí descubre que los españoles la han gobernado bien y que se ha convertido en una próspera colonia, a la que llaman «Isla Robinson».

Análisis de la obra

Robinsón Crusoe se enmarca en la literatura del siglo XVIII, marcada por la Ilustración y el movimiento romántico, que se caracteriza por su entrega a la imaginación y la subjetividad, su libertad de expresión y su idealización de la naturaleza. La novela incluye características de ambos movimientos y también elementos que estarían presentes en la propia vida de Daniel Defoe, como el sentimiento religioso y la pasión por los viajes. Este amor a la aventura tiene gran presencia en la novela, y se muestra como, a pesar de las penalidades que sufre en la isla, el regreso de Crusoe a Inglaterra es anticlimático, y desea volver a su vida de aventuras.

Uno de los temas principales de la novela es la superación de la adversidad y es ascenso del protagonista al gobierno de su entorno. Robinson Crusoe llega a la isla sin nada y acaba dominando tanto a la naturaleza como a los animales. Cuando aparece Viernes ya se considera el «rey» de la isla, y a pesar del afecto que siente por éste, su relación es de señor y lacayo.

Hay varios temas en la obra que resultan chocantes para la sensibilidad contemporánea, como son su patente aceptación del racismo, el esclavismo y el colonialismo cultural, circunstancias consideradas normales por la sociedad inglesa de la época. Durante la vida de Daniel Defoe, el Imperialismo británico estaba en pleno expansión, y a lo largo de 400 años, los ingleses esclavizaron a más de 20 millones de personas, la mayoría procedentes de la costa este de África.

Por ello es frecuente la interpretación colonialista de la novela, incluso al final de la misma se refieren a la isla como una colonia. También se ha considerado que la idealizada relación señor-lacayo entre Crusoe y Viernes representa el Imperialismo cultural donde Robinson Crusoe representa al europeo educado mientras que Viernes es el «salvaje» que solamente puede ser redimido de su bárbaro modo de vida a través de su asimilación en la cultura europea. Sin embargo, la postura de Daniel Defoe ante el colonialismo no es totalmente acrítica y durante la novela también condena la conquista española de América.

Otro de los temas importantes en la novela es el religioso y espiritual. Daniel Defoe era un hombre profundamente religioso, educado en el protestantismo presbiteriano , y durante la historia vemos como Robinson Crusoe se arrepiente de haberse rebelado contra su padre. Es a partir del momento que acepta con total rendición la sabiduría de Dios y cuando comienza a progresar en la isla. Durante el resto de la novela, reza, lee la biblia y convierte a Viernes al cristianismo.